
Participei de dois momentos da Semana Literária do SESC – a mais importante iniciativa de debate da leitura no Paraná. No ano passado, estive em cinco cidades (Guarapuava, Umuarama, Maringá, Paranavaí e Campo Mourão). Este ano, fui convidado para Londrina e Apucarana. Em outros momentos, me apresentei em Curitiba e Ponta Grossa.
Para o sucesso destes debates, há uma engenharia complexa. Depende da divulgação, do dia, das pessoas convidadas, de pequenas ações, do clima, da programação da cidade. Claro, público não é tudo. Os organizadores podem arregimentar gente de várias maneiras. O importante, nestes casos, é a razão pela qual as pessoas estão ali. O escritor gosta de se sentir prestigiado, mas isto é apenas vaidade. Interessa saber se o que ele disse surtiu algum efeito.
Em Londrina, tudo estava ótimo. A organização foi um show, a recepção das mais calorosas, um público que lotou o anfiteatro. Minha parceira de palco, Marina Colassanti, foi a principal responsável por este interesse todo. Marina tem um público cativo e merece muito mais. Então, estas misturas de gerações mais conhecidas com gerações menos conhecidas funcionam bem. É a primeira aprendizagem que tiro desta participação.
A conversa foi animada, houve uma boa interação com a platéia. Falamos de leitura, mas não lemos nenhum de nossos textos. Eis uma questão fundamental para mim. O escritor tem que ler mais os seus textos. Somos convocados para falar, para opinar sobre leitura, mas a única contribuição efetiva que damos nesta área é cativando os leitores pela palavra em estado literário. Se os leitores não nos conhecem, é importante ler e ler nossos textos. Se eles forem bons, ganhamos leitores. Se não forem, suicídio.
O texto fala pelo escritor.
No final, uma fila imensa de autógrafo – para a Marina. Que, como eu disse, merece. Da minha parte, tirei umas fotos com estudantes, assinei umas cadernetas, recebi uns livros de presente. E ganhei alguns seguidores no twitter. Bem, saí no lucro.
Em Apucarana, a sala era menor. Nem eu nem minha companheira de mesa – a jornalista e poeta Célia Musilli – somos muito conhecidos. O público era pequeno, mas houve uma grande surpresa. Um professor (Moacir) levou seus alunos do terceiro ano para a conversa.
Assustei-me quando o professor trouxe uma pasta com várias de minhas crônicas da Gazeta do Povo, tudo organizadinho. Os alunos leram durante o ano as minhas colunas e queriam conhecer o autor. Conversamos, antes do evento, sobre a vida deles. Cada um falou um pouco do que pretende fazer e do trabalho do Colégio Estadual Isidoro Ceravolo. Há ali um empenho para formar bem os alunos, preparando-os para a concorrência desleal do vestibular.
Conversar com aqueles jovens foi talvez a coisa mais bacana em todas estas itinerâncias literárias. Eles comentaram as crônicas, fizeram perguntas sobre assuntos os mais diversos e depois nos ouviram. Tendo que sair para uma prova, um pouco antes de acabar a mesa, eles se levantaram e agradeceram a oportunidade.
Fiquei muito alegre por este encontro com 8 leitores – além das outras pessoas que não eram do colégio. Mais alegre com o fato de o professor Moacir lecionar a disciplina de Geografia.
Ele não me conhecia até o momento em que o Colégio assinou a Gazeta do Povo. Imediatamente passou a usar meus textos na sala de aula.
São professores assim que realmente transformam alunos em leitores.
Para o sucesso destes debates, há uma engenharia complexa. Depende da divulgação, do dia, das pessoas convidadas, de pequenas ações, do clima, da programação da cidade. Claro, público não é tudo. Os organizadores podem arregimentar gente de várias maneiras. O importante, nestes casos, é a razão pela qual as pessoas estão ali. O escritor gosta de se sentir prestigiado, mas isto é apenas vaidade. Interessa saber se o que ele disse surtiu algum efeito.
Em Londrina, tudo estava ótimo. A organização foi um show, a recepção das mais calorosas, um público que lotou o anfiteatro. Minha parceira de palco, Marina Colassanti, foi a principal responsável por este interesse todo. Marina tem um público cativo e merece muito mais. Então, estas misturas de gerações mais conhecidas com gerações menos conhecidas funcionam bem. É a primeira aprendizagem que tiro desta participação.
A conversa foi animada, houve uma boa interação com a platéia. Falamos de leitura, mas não lemos nenhum de nossos textos. Eis uma questão fundamental para mim. O escritor tem que ler mais os seus textos. Somos convocados para falar, para opinar sobre leitura, mas a única contribuição efetiva que damos nesta área é cativando os leitores pela palavra em estado literário. Se os leitores não nos conhecem, é importante ler e ler nossos textos. Se eles forem bons, ganhamos leitores. Se não forem, suicídio.
O texto fala pelo escritor.
No final, uma fila imensa de autógrafo – para a Marina. Que, como eu disse, merece. Da minha parte, tirei umas fotos com estudantes, assinei umas cadernetas, recebi uns livros de presente. E ganhei alguns seguidores no twitter. Bem, saí no lucro.
Em Apucarana, a sala era menor. Nem eu nem minha companheira de mesa – a jornalista e poeta Célia Musilli – somos muito conhecidos. O público era pequeno, mas houve uma grande surpresa. Um professor (Moacir) levou seus alunos do terceiro ano para a conversa.
Assustei-me quando o professor trouxe uma pasta com várias de minhas crônicas da Gazeta do Povo, tudo organizadinho. Os alunos leram durante o ano as minhas colunas e queriam conhecer o autor. Conversamos, antes do evento, sobre a vida deles. Cada um falou um pouco do que pretende fazer e do trabalho do Colégio Estadual Isidoro Ceravolo. Há ali um empenho para formar bem os alunos, preparando-os para a concorrência desleal do vestibular.
Conversar com aqueles jovens foi talvez a coisa mais bacana em todas estas itinerâncias literárias. Eles comentaram as crônicas, fizeram perguntas sobre assuntos os mais diversos e depois nos ouviram. Tendo que sair para uma prova, um pouco antes de acabar a mesa, eles se levantaram e agradeceram a oportunidade.
Fiquei muito alegre por este encontro com 8 leitores – além das outras pessoas que não eram do colégio. Mais alegre com o fato de o professor Moacir lecionar a disciplina de Geografia.
Ele não me conhecia até o momento em que o Colégio assinou a Gazeta do Povo. Imediatamente passou a usar meus textos na sala de aula.
São professores assim que realmente transformam alunos em leitores.
esses encontros literários são mágicos. terminei de ler o seu livro a primeira mulher, fiz um texto no meu blog, meu texto é simples, mais um relato das minhas impressões. espero q goste. beijos, pedrita
ResponderExcluirMiguel, tudo bem? Tb gostei demais da inciativa daquele professor e seus alunos em Apucarana. Em Londrina, a semana floresceu de novo com mais literatura, estamos no Londrix, festival literário que enche nossas vidas com as melhores palavras. Foi muito bom te conhecer e participar daquela mesa do Sesc. Um bj. www.sensivelldesafio.zip.net
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