Recebi algumas mensagens sobre o fim de minha coluna de crônicas na Gazeta do Povo, e reproduzo aqui uma delas, de uma leitora que eu não conhecia até este momento. Também morro um pouco ao deixar de escrever semanalmente uma crônica, mas o vento está jogando o barquinho contra outros rochedos.
Relutei, fiquei indecisa, matutei, mas resolvi escrever.
Vais fazer falta, eu lia sempre suas crônicas, me identificava com elas, com sua cidade do interior, com seu colégio agrícola, sua família, até com seus passarinhos batendo na janela do seu escritório.
Quando vamos envelhecendo - eu no caso - vivemos de pequenas perdas: um parente querido que nos deixa, um amigo que você não via havia tempo e aí alguém diz... sabe aquele nosso amigo? pois é foi dormir e não acordou.
Toda essa conversa para lhe dizer que o fim de sua coluna de crônicas, para mim, é mais uma perda.
Vou sentir saudades, mas tenho todas as suas crônicas arquivadas - que termo mais antigo, não é?
Sucesso na nova empreitada!
Dione Antonik, 14 de janeiro de 2011.
Lindo e carinhoso depoimento de sua leitora, colega na nossa admiração pelo autor.
ResponderExcluirEu, ao contrário dela, cheguei tarde, mas também me identifico com muitas situações referidas em suas crônicas. Amo, especialmente, seu olhar para a natureza das pessoas, e o carinho nas descobertas do filho Antonio.
Cheguei tarde, porém em tempo de conhecer seus escritos que serão ainda muitos e muitos... que mudam de lugar, de meio, mas estão sempre ótimos, cada vez mais prazerosos de se ler.
Obrigado, Alex. A crônica é uma espécie de precursora do Big Brother.
ResponderExcluirabraço
msn
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAchava importante você continuar com as crônicas semanais. Talvez o contato e o partilhar de momentos vividos entre o escritor e seus admiradores, possa ser substituido por esta linguagem inovadora, o blog, isso veremos no futuro. De qualquer modo, me lembrava do tempo que lia Carlos Drumond aos domingos.
ResponderExcluirMestre Lalá
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. Mas quem está em um jornal segue a editoria. É este o meu caminho.
Se um dia, os editores desejarem outro tipo de texto, e eu me julgar preparado, mudarei.
Abraço
msn