
OZIMÂNDIAS
Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante:
duas pernas de pedra, enormes e sem corpo,
acham-se no deserto. E jaz, pouco distante,
afundando na areia, um rosto já quebrado,
de lábio desdenhoso, olhar frio e arrogante:
mostra esse aspecto que o escultor bem conhecia
quantas paixões lá sobrevivem, nos fragmentos,
a mão que as imitava e ao peito que as nutria.
No pedestal estas palavras notareis:
"Meu nome é Ozimândias, e sou Rei dos Reis:
desesperai, ó Grandes, vendo as minhas obras!"
Nada subsiste ali. Em torno à derrocada
da ruína colossal, a areia ilimitada
se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.
Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante:
duas pernas de pedra, enormes e sem corpo,
acham-se no deserto. E jaz, pouco distante,
afundando na areia, um rosto já quebrado,
de lábio desdenhoso, olhar frio e arrogante:
mostra esse aspecto que o escultor bem conhecia
quantas paixões lá sobrevivem, nos fragmentos,
a mão que as imitava e ao peito que as nutria.
No pedestal estas palavras notareis:
"Meu nome é Ozimândias, e sou Rei dos Reis:
desesperai, ó Grandes, vendo as minhas obras!"
Nada subsiste ali. Em torno à derrocada
da ruína colossal, a areia ilimitada
se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.
Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos
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