sábado, 2 de abril de 2011

DEPOIS

e quando enfim
               eu me for
haverá tanto de mim
em meus escritos
que eles
sozinhos
(e de for-
ma clandestina)
terminarão de criar
meu filho
          e minha filha

9 comentários:

  1. Não guardo qualquer dúvida quanto à intensa verdade contida nos versos acima, Miguel.

    Receba o meu carinhoso abraço, sempre muito satisfeita com o tempo dispendido à leitura do que você bem escreve.

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  2. Oi, Doralice
    Vamos nos dispersando no que escrevemos para que no futuro alguém nos reúna pela leitura.
    abraço
    msn

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  3. essas palavras me acalentam na medida em que meus filhos partem para suas novas vidas

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  4. Ouso dizer que esse seu poema estará em todas as antologias que, no futuro, farão de tua obra.

    Profundo, claro, tocante. Verdadeira poesia, mesmo que algum entendido da oposição possa dizer que não é poema.

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  5. Caros

    Grato pela leitura e pelas palavras.
    Tem sido uma boa experiência escrever um texto e já colocá-lo no ar - e ir arrumando aos poucos, na função do blog Editar Postagem.
    É o sentido clássico de editor. Tornei-me autoeditado.
    abraço
    msn

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  6. Também é uma experiência única pra nós, seus leitores, podermos ler textos ainda quase quentes, mal saídos do forno, praticamente como se ainda fossem manuscritos. Fica-nos uma [falsa, sei, mas não importa] sensação de sermos os primeiros a conhecer um texto.

    Sem falar na possibilidade dessa comunicação com alguém que, de outro modo, nos seria inacessível. Maravilhas da tecnologia, sem dúvida. Mas que só acontecem quando existe a humana disposição, atenção e carinho com os leitores...

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