Estive ontem à noite na palestra de Marina Colassanti em Ponta Grossa. Viajante das letras, Marina vai e volta no tempo, falando de sua infância européia, sua formação intelectual e artística, o trabalho como jornalista e seus hábitos atuais de leitura e escrita. Uma observação dela teve um caráter epifânico para mim. Ela declarou que adora tecidos, que faz as próprias saias – o que poderia ser uma confissão banal, mas aí vem a comparação com a criação literária:
– Escrever poesia – disse ela – é como costurar: não podemos deixar nenhum fio solto, a peça tem que estar bem arrematada. Já a ficção, principalmente o romance, admite muitos fios soltos.
Este cuidado de costureira é algo fundamental em toda escrita.
eu quero muito ler esse livro da marina colassanti. beijos, pedrita
ResponderExcluirOi, Pedrita
ResponderExcluirNa verdade, não se trata de um livro, embora você possa ler as memórias de menina dela - Minha guerra alheia - saiu pela Record.
Oi Miguel, mais uma vez, obrigado pela "aula".
ResponderExcluirViu, tenho procurado o "Chove Sobre Minha Infância" mas só encontrei em sebos em outros Estados. Por acaso você não teria algum exemplar para vender-me? Vou à PG brevemente e poderia pegá-lo...
Caro Emildo
ResponderExcluirChove sobre minha infância está esgotado. A Record prepara uma nova edição, mas deve sair apenas no ano que vem. Como é um livro antigo, não tenho mais nenhum exemplar sobrando. Apenas um para meus arquivos.
Abraço
msn
Ok. Espero, então.
ResponderExcluirPermite também costura em zigue-zague, bolsos embutidos, ponto invisível, viés de todos os tipos. No final o que importa é "vestir" na medida do freguês. Um beijo, Vanessa.
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