terça-feira, 6 de março de 2012
SEMPRE LUCIANA
Ter agente literário talvez não seja uma coisa nova para mim. Se um agente é uma espécie de anjo da guarda, alguém que cuida da gente (perdão pelo trocadilho), eu sempre tive um agente informal. Desde o lançamento de Chove sobre minha infância, em 2000, Luciana Villas-Boas é uma grande entusiasta de minha literatura, e foi pelas mãos dela que apareci nacionalmente.
Ela não apenas me editou na Record, nós nos tornamos grandes amigos. E minhas idas ao Rio eram mais para conversar com ela. Percorríamos juntos principalmente o Leblon, visitando restaurantes, cafés, livrarias, tratando de literatura e vida.
Um escritor precisa de um grupo de pessoas que acredite na sua literatura. Luciana foi (é) uma dessas figuras-chave, alguém que sempre respeitei. Minha editora por 12 anos, a partir de abril de 2012 ela será minha agente literária.
Temos conversado por e-mail, por telefone e ao vivo. Eu fico em silêncio. Ouço e aprendo. Luciana é uma das pessoas que mais conhece o mercado literário no Brasil e no exterior. Agora, morando nos Estados Unidos (em Atlanta) e no Rio, ela será a grande embaixatriz da literatura brasileira, desempenhando para a língua portuguesa o papel que Carmen Balcells teve para a língua espanhola.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Carmen Balcells?
ResponderExcluirhehehehe.
então cuidado com o que ela guardar dos teus escritos pessoais...
lá na Espanha o povo até voltou a lacrar as caixas (para reabrí-las quando os sujeitos todos já estiverem mortos).
abraços e boa sorte neste novo projeto.
aguinaldo
Desejo-lhe mais e mais sucesso com a objetiva intermediação em destaque na sua postagem acima, Miguel.
ResponderExcluirsempre é bom ter pessoas que amplificam nossos trabalhos, negociam, pq nem sempre o artista tem esse dom ou se sente confortável nesse papel. parece simpática a luciana. beijos, pedrita
ResponderExcluirObrigado, caros.
ResponderExcluirLi e reli a "orelha" do Chove sobre Minha Infância muitas vezes. Primeiro porque gosto de quem escreve bem. Segundo porque o que ela falou foi de uma sinceridade e sensibilidade invejável. A partir dali eu sabia que iria ler um livro o qual eu não largaria enquanto não chegasse ao ponto final.Só que o ponto final não chegou. A cada livro seu, o que a Luciana escreveu lá atrás, se renova.
ResponderExcluirOi, Jair
ResponderExcluirA Luciana sabe ler o que escrevo, e é sempre uma grande incentivadora de meu trabalho. Acabo de sair de um almoço com ela. Estou no Rio.
Se tudo der certo, em breve terá mais um livro deste seu amigo.
Abraço
msn
Olá, Miguel.
ExcluirQue ótima notícia.
Vejo que a Luciana, além de competente, sabe apreciar realmente a boa literatura.
Nós, leitores, agradecemos e aguardamos ansiosos.
Abraços.
JM
Que maravilha ter uma pessoa dessas para cultivar a literatura que existe de dentro para fora de nós. Mas ela não é a única entusiasta do que você escreve. Miguel. Todos nós, que aparecemos aqui, somos também. Abraços!
ResponderExcluirOi, Jair
ResponderExcluirE há muitas novidades editoriais. Ao vivo, eu conto tudo.
abraço
Oi Miguel,
ResponderExcluirAcabei de ler o "Chove sobre minha infância".
Parabéns Miguel. O livro me deixou envolvida e não parava de ler, capítulo após capítulo. Você consegue contar as histórias de forma diferente, sem cansar o leitor.
Fiquei pensando o que era autobiográfico, ou era ficção, e não consegui distinguir, tudo é tão verdadeiro... Desejo Sucesso nessa nova empreitada. Quero ler todos seus livros. Beijos.
Oi, Marilia
ResponderExcluirNum livro de ficção, tudo é ficção, por mais que venha diretamente da realidade.
Grato pela leitura.
abraço